Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Arte Notes.

Anotações artísticas

Arte Notes.

Anotações artísticas

10 de Novembro, 2023

“Horses”

 

A 10 de Novembro de 1975, Patti Smith lançava “Horses”, o álbum de estreia, em que fundiu riffs de rock e ritmos falados para criar um som punk-trash.

"Horses" tornou-se uma obra influente para o nascente movimento punk rock americano. A capa minimalista do álbum, uma fotografia a preto e branco de Smith, foi tirada pelo seu amigo, o famoso fotógrafo Robert Mapplethorpe.

08 de Novembro, 2023

"Choro de saudade"

 

Thibaut Garcia gravou "Choro de saudade" para o seu álbum "El Bohemio", dedicado ao guitarrista virtuoso e compositor paraguaio Agustín Barrios.

Uma peça de Barrios que cria uma atmosfera musical envolvente, ilustrando este sentimento indescritível de "saudade": nostalgia, reminiscência.

06 de Novembro, 2023

"Para escrever é preciso ser impessoal"

 

Imagem Wikipédia

Para escrever é preciso ser impessoal. A arte é uma mimesis que só se dá quando o artista põe o eu entre parêntesis. É um bocado, de facto, uma teoria da despersonalização. Além disso não gosto de falar de mim própria, coisa que não leva a nada, porque a pessoa que escreve procura, de facto, intuitivamente, tornar-se uma página em branco, criar em si própria um certo vazio.


Sophia de Mello Breyner Andresen, nascida neste dia, em 1919, in "JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias" (25 de Junho a 1 de Julho de 1991).

06 de Novembro, 2023

"Teoria das Nuvens"

 

Livro

(…) Afigura-se-me que os quadros de Van Gogh que mais a arrebatam formam uma cadeia sequencial, cuja deliciosa constrição Bárbara não consegue fugir. Corvos num Milheiral assaltam-na no seu poeirento passeio vespertino, jamais realizado, e precipitam-se-lhe sobre os cabelos em dolorosas bicadas negras. Refugia-se no Quarto de Dormir, encolhida na estreita cama, e voltada para a parede, até se acalmar, e eis que, restabelecida por fim, se senta na cadeira de palhinha, aquecendo as mãos na tigela do potage suculento, isto porque o Inverno não tardará a bater à porta. Debaixo do Céu Estrelado abre-se-lhe então a janela por onde sai, de braço dado a um anjo que neste momento se chama «Guilherme», e juntam-se ambos na cintilação dos astros, rasando de quando em quando a afilada copa dos ciprestes. (…)

 

Ficcionista multipremiado e com uma obra invulgarmente variada, o escritor português Mário Cláudio, de nome verdadeiro Rui Manuel Pinto Barbot Costa, nasceu neste dia, em 1941.

05 de Novembro, 2023

"Ainda não acabei"

 

No Dia Mundial do Cinema, que hoje se comemora, referência ao documentário “Ainda não acabei” da Realizadora Catarina Neves.

«Quando um artista é apreciado pelo trabalho que apresenta e não pelo facto de criar arte apesar da doença mental, isso quer dizer que o projecto "Manicómio" está a conseguir aquilo a que se propõe: reconhecimento pela qualidade das obras, para além do estigma.

Durante seis meses, em 2021, os artistas do projecto "Manicómio", no Beato, em Lisboa, foram filmados a criar peças de arte que integram exposições e entram no mercado como qualquer outro objecto artístico de qualquer outro artista a quem não foi diagnosticada doença mental.

Muito para além da provocação do conceito "Manicómio", o documentário mostra como, no "Manicómio" criado por Sandro Resende e José Azevedo, é real a possibilidade de quebrar barreiras, de pensar e agir sem filtros desde que haja capacidade, vontade de trabalhar e talento.»

04 de Novembro, 2023

Lustro apresentam novo EP “Esquecimento Global”

 

Lustro

Banda Lustro

Os Lustro são Paulo Pereira (voz e guitarra), Rui Gomes (guitarra), Mike Ferreira (bateria) e Pedro Costa (baixo). No ano em que comemoram o seu sétimo aniversário, apresentam “Esquecimento Global”, o novo EP da banda.

 

«Esquecimento global»

Capa e contracapa de “Esquecimento Global”

Gravado, misturado e produzido por David Jerónimo, no Malware Sound Studio, e masterizado por Joel Wanasek, em Nova Iorque, este trabalho é uma aposta na continuidade do Rock mais musculado, mas sempre com melodias “catchy” e refrões fáceis de cantarolar.

“Linguagem Corporal”, o primeiro single deste novo trabalho, foi editado em Março deste ano e continua com airplay em várias rádios nacionais, bem como com o respetivo clip a rodar nos canais televisivos.

“Vida” é o segundo single, agora apresentado. Nesta música, os Lustro surgem reforçados com um convidado de peso - Paulo de Carvalho, que aceitou o desafio da banda e aparece aqui num registo vocal nada habitual.

A edição digital está a cargo da Farol Música, enquanto a edição física é da responsabilidade da Fábrica do Rock, a Label da banda. Anteriormente, os Lustro editaram “O diabo também chora” (Farol Música – 2022), “Peso Morto” (Fábrica do Rock – 2018) e “Nu Ar” (Fábrica do Rock – 2017).

Estes “filhos do palco” e “amantes do rock”, convidam-nos a escutar, bem alto, os três temas que fazem parte do “Esquecimento global”.

04 de Novembro, 2023

Momento final da 1ª edição dos "Encontros de Dramaturgia", promovidos pelo Teatro Oficina, decorre a 7 de Novembro

 

«Encontros de Dramaturgia»

Direitos Reservados

A derradeira sessão da 1ª edição dos "Encontros de Dramaturgia", orientada por Patrícia Portela, acontece em jeito de celebração da dramaturgia no dia 7 de Novembro. Iniciando-se às 19h00, numa sessão mais alongada que o habitual, com espaço para várias leituras, incluindo dos participantes e do novo trabalho de Patrícia Portela, este encontro prolonga-se também na companhia de comida e bebida para conforto de todos os que se juntam e participam neste momento.

Nas próximas semanas, a companhia de teatro vimaranense promove também sessões da 2ª edição dos "Encontros de Dramaturgia", com Rui Pina Coelho (21 de Novembro e 12 de Dezembro), e a antestreia do novo projecto de Anja Calas no dia 15 de Novembro, às 21h30. Desenvolvido no programa ‘Criação Crítica’, com acompanhamento dramatúrgico de Mickaël de Oliveira (actual director artístico convidado da companhia), "Inserir imagem visualmente poderosa: aqui", integra dança, teatro e ‘spoken word’, prometendo não deixar ninguém indiferente.

A referida sessão que se concretiza a 7 de Novembro apresenta o trabalho realizado e discutido, ao longo de seis meses (Maio-Outubro de 2023), pelo grupo de dramaturgas/os que compôs a 1ª edição de "Encontros de Dramaturgia". Grupo este que reuniu numa frequência quase semanal, sob acompanhamento de Patrícia Portela, para trocar impressões, metodologias e perspetivas históricas e estéticas sobre a dramaturgia actual. Nesta sessão que volta a convidar escritores, dramaturgos e outras pessoas relacionadas com as artes performativas, bem como todo o público interessado, são lidos, num processo de partilha e aprendizagem, os textos de Nuno Castro ("Língua morta só que curto"), Anabela Almeida ("A outra casa da praia"), Vânia Rodrigues ("Carta ao público"), Ana Mula ("Via"), Carlos Alves ("Portugal"), Flora Miranda ("Texto surpresa") e de Patrícia Portela, que apresenta a sua obra "1998_ what is a conversation?", uma das peças desenvolvidas pela autora durante esta 1ª edição dos Encontros.

De ressalvar qua a leitura é participativa e convoca as vozes de todos os participantes presentes para ler e comentar.

Já as terças-feiras 21 de Novembro e 12 de Dezembro (21h30) são dedicadas às duas últimas sessões da 2ª edição dos "Encontros de Dramaturgia", com Rui Pina Coelho. Relembra-se que nesta plataforma de encontros entre dramaturgos, escritores e curiosos que se estende em duas edições ao longo deste ano, orientadas por Patrícia Portela e por Rui Pina Coelho, cada autor leva para os "Encontros de Dramaturgia" uma obra sua em fase de elaboração para partilhar com os demais interessados (também autores e/ou leitores) que participaram do processo de selecção via Open Call. Os autores Portela e Pina Coelho, convidados pelo Teatro Oficina, oferecem assim um processo de criação em partilha, entre sessões de leituras comentadas, escrita criativa, e algum enquadramento teórico que fundamenta as opções estilísticas e estéticas do texto em construção.

No dia 15 de Novembro, a companhia Teatro Oficina oferece ao público a oportunidade de conhecer na primeira pessoa e em primeira mão o novo projecto de Anja Calas. "Inserir imagem visualmente poderosa: aqui" mistura dança, teatro e ‘spoken word’ para criar uma experiência visceral e imersiva que fala directamente com as emoções e com o intelecto do público. Abordando questões relacionadas com o feminismo, incluindo desigualdade de género, violência sexual, direitos reprodutivos e a interseção de raça, classe e género na luta por justiça social, esta criação desafia as ideias convencionais sobre feminilidade e masculinidade, poder e vulnerabilidade e o papel da arte na mudança social.

Depois de um ensaio aberto, decorrido em Junho, no Centro Internacional das Artes José Guimarães (CIAJG), que nos deu a oportunidade de conhecer o processo criativo levado a cabo neste trabalho de Anja Calas, bem rodeada por uma equipa de trabalho técnica e artística onde encontramos Federica Barcelona, João Ventura, Mar Sal (para além da própria) como intérpretes, é agora chegado o momento para a aguardada antestreia ser apresentada a 15 de Novembro (21h30) no Espaço Oficina.

Todas as actividades referidas são de entrada gratuita, até ao limite da lotação disponível. O acesso às mesmas deve ser feito através do levantamento de bilhetes no local, os quais ficam disponíveis a partir de 1 hora antes do início da actividade.

O Espaço Oficina (localizado na Avenida D. João IV, 1213 Cave, 4810-532 Guimarães) abre assim as suas portas, num renovado convite do Teatro Oficina, que continua a contribuir para envolver públicos do teatro, tentando inverter a tendência maioritária de acolhimento artístico e assumindo, para além da criação de novas produções, um papel fundamental na formação teatral para todos, na difusão e fruição cultural e no acolhimento a escritores em residência.

02 de Novembro, 2023

Uma Carta do passado

 

Francisco de Goya "El 3 de mayo en Madrid" o "Los fusilamientos" (1814)

Imagem Wikipédia

Dia de recordar Jorge de Sena, nascido a 2 de Novembro de 1919, e o último poema que escreveu, antes de partir para o Brasil para um exílio que duraria seis anos. Escrita em Lisboa, a 25 de Junho de 1959, num período marcado pela aflição de ter que deixar Portugal, devido à sua participação, em Março daquele ano, no chamado “Golpe da Sé”, "Carta a Meus Filhos Sobre os Fuzilamentos de Goya” tem como referência “El 3 de mayo en Madrid” de Francisco de Goya. Mais do que o quadro em si, é o evento histórico ao qual ele está associado e, em especial, o que ele simboliza, que são recuperados pelo poema.

 

Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.
É possível, porque tudo é possível, que ele seja
aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.
E é possível que não seja isto, nem sequer isto
o que vos interessa para viver. Tudo é possível,
ainda quando lutemos, como devemos lutar,
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou mais que qualquer delas uma fiel
dedicação à honra de estar vivo.
Um dia sabereis que mais que a humanidade
não tem conta o número dos que pensam assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito, de livre, de diferente,
e foram sacrificados, torturados, espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça,
para que os liquidasse com suma piedade e sem efusão de sangue.
Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,
a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas
à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,
foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,
ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.
Às vezes, por serem de uma raça, outras
por serem de uma classe, expiaram todos
os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência
de haver cometido. Mas também aconteceu
e acontece que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente, delicadamente,
por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.
Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,
foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha
há mais de um século e que por violenta e injusta
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya
que tinha um coração muito grande, cheio de fúria
e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio, um episódio breve,
nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém
vale mais do que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem
de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez
alguém está menos vivo ou sofre ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais
à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença,
ardentemente espero. Tanto sangue,
tanta dor, tanta angústia, um dia
- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -
não hão-de ser em vão. Confesso que
muitas vezes, pensando no horror de tantos séculos
de opressão e crueldade, hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões, quem restitui
não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam «amanhã».
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa
que não é nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

Jorge de Sena "Carta a Meus Filhos Sobre os Fuzilamentos de Goya". Lisboa, 25/6/1959. in "Metamorfoses" (1963)

 

01 de Novembro, 2023

Dia Mundial do Ballet

 

Imagem Pixabay

Neste 1º de Novembro de 2023, é prestada homenagem a uma das expressões artísticas mais notáveis ​​e reconhecidas do mundo. Comemora-se o Dia Mundial do Ballet, com a colaboração das principais companhias de ballet de todo o mundo, realizando diversas actividades como transmissão de espectáculos e aulas ao vivo, palestras e entrevistas.

O Dia Mundial do Ballet varia de acordo com o calendário e depende da organização. A primeira edição foi celebrada a 1 de Outubro de 2014, onde cinco das grandes companhias do mundo ofereceram 20 horas de transmissão ao vivo.

01 de Novembro, 2023

Maria Ana Bobone apresenta novo single "Azar o teu"

 

Maria Ana Bobone

Maria Ana Bobone

Prestes a entrar no ano que celebra os 30 anos da sua carreira, e em que, a propósito, muitas surpresas virão à luz, a artista que é a maior representante do fado tocado ao piano, mostra-nos um lado mais descontraído da sua música com um novo single. "Azar o teu" é um episódio comum, com várias camadas de leitura, contado com simplicidade e humor. Uma boa história, em que homenageia os grandes Herman José e Maria Rueff enquanto 'Nelo & Idália' (da sitcom com o mesmo nome).

 

«Azar o teu»

Capa do single "Azar o teu"

Depois de mais de dois anos do lançamento do seu último álbum, Maria Ana Bobone regressa assim à ribalta com um tema que promete surpreender: "Este tema sai bastante do género de música que costumo produzir, mas vem do meu sentido de humor.. um lado que é leve, bem disposto e que ao chegar aos 30 anos de carreira (e 50 de vida) deixei de ter pruridos em desvelar. Há quem diga que só se nasce verdadeiramente aos 50.. vamos a isso!" - Brinca a fadista.

"Eu vinha no meu carro a brincar e a fazer segundas vozes às celebridades do momento e, sem mais, comecei a dizer esta letra. A minha criatividade levou-me naquele momento a explorar este tema da mudança, de não se ficar onde não se está bem. Neste caso, um casal em que um dos membros ignora o outro. Mas pode adaptar-se a qualquer cenário. A questão de fundo é a de que a responsabilidade pela felicidade e o bem estar é sempre do próprio e se uma situação não nos satisfaz, devemos ouvir-nos e adaptar."

Fã confessa de Herman José, cuja capacidade de reinvenção continua a surpreender o público, encontrou semelhanças entre a história trágico-cómica que estava a cantar, e dois dos personagens mais icónicos de Herman e Maria Rueff: 'Nelo & Idália'.

Nas palavras da autora, "Azar o teu", "É uma canção que nos lembra que não devemos nunca nos acomodar numa situação insatisfatória. Assim como os personagens de 'Nelo e Idália' enfrentavam desafios cómicos, também nós devemos abraçar a vida com humor e determinação."

E por se tratar de humor, decidiu levar a homenagem mais adiante e pediu ao realizador Miguel Cadilhe ('Curral de Moinas', 'Telerural'), que a ajudasse na empreitada de unir as histórias de "Azar o teu" com a de 'Nelo & Idália'. E ele, com o seu talento e visão, concretizou a ideia na perfeição. O que culminou com um final feliz para uma Idália que vira costas e vai-se embora com o vizinho do primeiro andar. Uma "oportunidade de agradecer simbolicamente todas as gargalhadas que estes dois incríveis talentos me trouxeram desde a infância (primeiro o Herman, mais tarde a Maria)", remata a autora.

 

Conhecida pela sua interpretação única e emocional do fado ao piano, Maria Ana Bobone já deu provas da sua contribuição quer para a preservação, quer para a evolução do fado tradicional. A autora, intérprete e instrumentista, leva o fado aos quatro cantos do mundo, e não gosta de colocá-lo, nem a si própria enquanto intérprete, numa caixa.

No prelúdio de um ano de datas redondas e repleto de celebração - 30 anos de carreira, 50 de vida, Mariana Bobone convida todos a celebrar a arte e a vida consigo.

"A simplicidade é um talento, mais trabalhoso do que parece. O humor é um dom. A capacidade de contar uma – boa – história em menos de três minutos é algo que nos deve deixar gratos, numa época em que tantas “canções” nos causam uma estranha e amarga sensação de vazio. Juntar todos os atributos referidos permite reconhecer, e saudar, uma artista. Como Maria Ana Bobone."
João Gobern Out. 2023

Pág. 2/2