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Arte Notes.

Anotações artísticas

Arte Notes.

Anotações artísticas

29 de Dezembro, 2023

"Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos"

 

Livro

 

«Vive para esse grande e único sonho, nascido à primeira vista do Tejo, quando o levaram a Lisboa pela primeira vez. Constantino sente-se investido na dignidade de guardador desse sonho. (...) Por enquanto é segredo. O Constantino quer fazer uma surpresa à Ti Elvira, porque a avó lhe disse um dia: cresce e aparece. E o nosso amigo Cuco sabe também que o verdadeiro tamanho de um homem se mede pela coragem e pelas obras. Amanhã mesmo ele vai continuar a construir o seu barco.(...)»

Considerado um dos expoentes da literatura neo-realista em Portugal, Alves Redol nasceu neste dia, em 1911.

 

28 de Dezembro, 2023

Madalena Palmeirim apresenta o seu novo álbum “Morna mansa”

 

Madalena Palmeirim e John D´Brava

Madalena Palmeirim e John D´Brava

A cantautora e multi-instrumentista Madalena Palmeirim apresenta no dia 18 de Janeiro, às 22h00, no B.Leza, em Lisboa, o seu novo álbum, “Morna mansa”. Bilhetes aqui.

Durante a pandemia, quando tudo parou, Madalena fugiu Atlântico fora com o seu cavaquinho e cercou-se entre o mar-a-toda-a-volta e as montanhas-cima-abaixo na ilha de São Vicente (Cabo Verde). Em travessia recuperou a respiração, a canção. E enquanto preparava o seu segundo disco “Morna mansa” conheceu John D'Brava numa das suas muitas ilhas. Agora encontram-se de novo em palco com um passo trocado e transatlântico que não esquece a toada da saudade e o regresso a um amor que teima em voltar, manso e manso.

Em Dezembro apresentou o single “É Bô”, que conta com a participação do músico cabo-verdiano John D’Brava. Antes do álbum, a artista lança o novo single "Mudjer" com a participação da cantora cabo-verdiana Milanka Vera-Cruz e que será lançado a 5 de Janeiro.


Ficha Artística do concerto
Madalena Palmeirim - voz cavaquinho e ukulele;
Convidado especial: John D´Brava - voz e guitarra acústica
Manuel Dordio - guitarra acústica e elétrica;
David Santos - contrabaixo e baixo elétrico
Nuno Morão - bateria e percussão

 

27 de Dezembro, 2023

“Suzanne”

 

“Songs of Leonard Cohen”, o álbum de estreia de Cohen, celebra o 56º aniversário. Um dos músicos mais influentes do nosso tempo, o cantor e compositor canadense tocou gerações de fãs internacionais com a sua voz distinta e letras profundas.

O álbum, de 1967, incluiu o single “Suzanne”, publicado pela primeira vez como poema em 1966, e estabeleceu Cohen, até então apenas um letrista, como um cantor e compositor popular.

26 de Dezembro, 2023

Do Natal aos Reis com novo single “Nossa Senhora faz meia”

 

Capa «Nossa Senhora faz meia»

Capa "Nossa Senhora faz meia"

O colectivo Do Natal aos Reis, constituído pelos músicos portugueses Catarina Moura, César Prata e o músico galego Ariel Ninas, lançaram o novo single deste Natal “Nossa Senhora faz meia”, que já se encontra disponível em todas as plataformas digitais.

Do Natal aos Reis © Eutropio Rodriguez

Do Natal aos Reis © Eutropio Rodriguez

Cruzando o cancioneiro tradicional da Galiza e Portugal, Do Natal aos Reis é uma criação temática da Sons Vadios que resgata, da tradição oral, as músicas que alentavam a época natalícia e de Janeiras, numa interpretação moderna e actual, como é o caso desta música tradicional, recolhida na região do Douro.

Com o objectivo de dar a conhecer o nosso património musical, realçando a partilha da cultura imaterial que é o cancioneiro e a língua galaico-portuguesa, Do Natal aos Reis é fruto dum intercâmbio cultural entre a Sons Vadios e a escola de música galega aCentral Folque, sediada em Santiago de Compostela.

19 de Dezembro, 2023

"A Christmas Carol"

 

Imagem Wikipédia

«Neste pequeno livro fantasmagórico, esforcei-me para dar uma ideia dos fantasmas, mas não para deixar os meus leitores abalados consigo mesmos, nem com os outros, com a estação do ano, ou comigo. Que eles possam assombrar as vossas casas de forma agradável e que ninguém se queira livrar deles.

Do amigo fiel e servo de todos vós, Charles Dickens, Dezembro de 1843.»

 

Do prefácio de “Um Conto de Natal”, publicado pela primeira vez a 19 de Dezembro de 1843. A primeira edição esgotou na véspera de Natal. 178 anos depois, continua a vender e a ser um conto festivo muito popular.

18 de Dezembro, 2023

"Public Figures"

 

Do-ho Suh "Public Figures" (1999)

Wikiart

"Public Figures" é a primeira e única obra de arte pública do artista Do-Ho Suh. Instalada num parque em Brooklyn, a obra compreende um pedestal de pedra branca, sustentado pelos braços estendidos de centenas de figuras em miniatura de fibra de vidro e resina.

Desafiando a natureza estática e permanente do monumento, originalmente Suh pretendia mover a escultura todos os dias, centímetro por centímetro, através de um mecanismo. Embora este plano tenha sido rejeitado com base em preocupações de segurança, "Public Figures" serve para questionar a nossa prática de colocar figuras ilustres e canónicas em pedestais e testemunha o progresso social gradual tornado possível pelos esforços das massas anónimas.

Suh escreveu que a peça representa “o múltiplo, o diverso, a massa anónima. . . apoiando e resistindo à pedra. "Public Figures" é quase um antimonumento; faz a estátua descer do pedestal.”

17 de Dezembro, 2023

"Trasparente"

 

Carla Accardi "Trasparente" (1977)

Wikiart

Artista influente da vanguarda italiana do pós-guerra, Carla Accardi é conhecida pelas suas pinturas em sicofoil, uma película plástica transparente usada em embalagens comerciais, que ela frequentemente organizava em formas geométricas entrelaçadas; as peças geram uma sensação de movimento.

Accardi ajudou a fundar o influente coletivo Forma 1. O seu trabalho inspirou enormemente o desenvolvimento da Arte Povera e contribuiu para a criação de uma nova filosofia e estilo de abstração.

16 de Dezembro, 2023

Uma das maiores escritoras britânicas de todos os tempos

 

The Statue of Jane Austen in BasingstokeThe Statue of Jane Austen in Basingstoke

Jane Austen nasceu neste dia em 1775. Ao longo da sua curta vida, nunca foi publicamente reconhecida como autora, mas deu-nos clássicos como “Orgulho e Preconceito” e “Emma”.

Com seis grandes romances, incluindo duas obras publicadas postumamente, Jane Austen é considerada uma das maiores escritoras britânicas de todos os tempos.

15 de Dezembro, 2023

Joana Almeida apresenta “Se me ouvires cantar”

 

Capa «Se me ouvires cantar»

Capa "Se me ouvires cantar"

O primeiro single de Joana Almeida é uma carta em forma de canção, dedicada a alguém que tanto deu à música portuguesa.

A estreia da jovem artista na edição de originais dá-se no preciso dia em que se assinalam 45 anos desde que Carlos Paião, a 15 de Dezembro de 1978, iniciou a carreira profissional enquanto um dos mais brilhantes e intemporais autores e intérpretes da música portuguesa e, porque não dizê-lo, do mundo.

Tudo começou na vontade de participar na 26.a edição do Festival da Canção de Ílhavo. A jovem e talentosa Joana Almeida resolveu desafiar os amigos Ruben Portinha e Pedro Vicente a criar um original para participar neste evento que homenageia um filho da terra, de seu nome Carlos Paião. Os dois músicos aceitaram o desafio e foi então que, na sala de ensaio, imaginaram uma carta que seria remetida ao próprio Paião, como forma de agradecimento pelo tanto que os inspirou e continua a inspirar.

Este é um sentimento partilhado com a estrela principal da canção. “Esta canção para mim representa que os sonhos, quando alimentados pela imaginação, força de vontade, amor pelo que se faz, têm o poder de se tornarem realidade. Também representa a saudade de alguém que nos ensinou a sonhar, que escreveu poemas e letras de canções com sentimento”, refere a artista.

De resto, foi justamente no planeamento de um espectáculo de homenagem a Carlos Paião que, em 2021, os caminhos de Pedro e Ruben se cruzaram com o de Joana Almeida.

Bastaram algumas horas para que a música e a letra se tornassem inseparáveis e tudo fez ainda mais sentido quando à guitarra e ao piano se juntou a voz da “estrela da serra”, a menina de Gouveia que, com apenas 14 anos, canta como gente grande.

“Quando nos juntámos e ouvi pela primeira vez a canção, senti que a música fazia parte de mim e me transportava para um Mundo de magia onde todos os meus sonhos se realizavam”, palavras de Joana.

O videoclip, escrito e realizado por Fábio Lopes, com cobertura fotográfica de bastidores de Luís Miranda, conta a história de uma jovem criativa e sonhadora que se deixa inspirar por vidas passadas, ou simplesmente por uma canção que ouve numa velha cassete, e canta o melhor que sabe e pode como gesto de gratidão. Demora-se num baloiço, transforma as memórias em pintura e lança na água uma garrafa que lá dentro leva uma mensagem – “se me ouves cantar esta canção, pintada de saudade dos versos por escrever...”.

“É na música que vejo o meu futuro, é o que quero para a vida. Quero sempre cantar e transmitir através da música histórias de vida e estados de alma. Ainda desejo que a minha voz e as canções que canto ajudem os outros a serem felizes, por isso "Se me ouvires Cantar" canta comigo”.

Desde os sete anos que Joana Almeida, natural de Gouveia (Serra da Estrela) faz o que ama – cantar. A música está presente em quase todas as 24 horas de cada um dos seus dias.

Em 2019, conquistou o primeiro lugar na Gala dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz, que lhe conferiu o passaporte para representar Portugal no Festival Eurovisão Júnior desse mesmo ano, na Polónia, com o tema “Vem comigo”.

Dois anos mais tarde, em 2021 venceu o concurso da TVI “All Together Now Kids” e, em 2022, foi finalista no programa “Uma Canção Para Ti”, também da TVI.

Mostrou-se em 2023 no palco do The Voice Kids, da RTP, com a mentoria de Áurea, escolhida por Joana após ter virado as quatro cadeiras na prova cega.

Entre várias atuações em diversos espectáculos, quer em concertos quer em teatro musical, pisou já alguns dos mais relevantes palcos do nosso país, chegando agora ao mercado musical português com o primeiro single e com a perspectiva de um futuro brilhante nesta arte que todos os dias lhe alimenta a alma.

14 de Dezembro, 2023

Inédito de Bob Marley

 

Mais de 40 anos após a sua morte, foi lançado um novo single inédito de Bob Marley. Gravada pela primeira vez em 1968, mas nunca antes publicada oficialmente, “Selassie is the Chapel” foi agora lançada pela JAD Records.

A faixa, altamente espiritual e pessoal, presta homenagem a Haile Selassie, o imperador etíope e figura sagrada do movimento Rastafari, do qual Marley era membro. A letra foi escrita por um dos mentores de Marley, Mortimer Planno, que conheceu Selassie quando visitou a Jamaica em 1966.

14 de Dezembro, 2023

Lusitanian Ghosts oferecem-nos o single "Over Now" de presente de Natal

 

Capa do single «Over Now»

Capa do single "Over Now"

"Over Now", tal como o nome sugere e insinua, foi um tema inicialmente pensado pelos Lusitanian Ghosts para encerrar o seu novo disco "Lusitanian Ghosts III”.

Gravado em fita nos estúdios Clouds Hill em Hamburgo, nas mesmas sessões de gravação de "Lusitanian Ghosts III”, acabaria, no entanto, por ficar fora do alinhamento final deste, dado o tema "Bright Lights" ter assumido esse lugar.

Micke Ghost, vocalista e tocador de viola Amarantina em "Over Now", decidiu, em boa hora, deixar a música viver um caminho mais solitário, em forma de single de Natal, constituindo, desse modo, uma verdadeira prenda dos Lusitanian Ghosts ao seu público.

O som dos cordofones - as violas Amarantina, Campaniça e Terceira, tocadas respectivamente por Micke Ghost, ToZé Bexiga e Abel Beja - dança nas colunas de som como se os Ghosts nos tivessem invadido a sala de estar. Seja perto da árvore de Natal ou da lareira, os cordofones reflectem o passado e transportam-nos para um futuro (mais positivo, esperamos), enquanto nos conformamos com o fim da actualidade. O fim da verdade, ou o fim da mentira? O fim do ano, ou o fim do mundo? Enfim: pelo menos o fim deste momento actual!

“For love and beauty and delight, there is no death nor change.”
Percy Bysshe Shelley

Lusitanian Ghosts:
“Onde o passado se encontra com o presente, numa busca pela preservação do antigo património musical português, adaptando antigas guitarras regionais ao rock n roll actual.”

13 de Dezembro, 2023

Dia do Violino

 

Comemorado 12 dias antes do Natal, o Dia do Violino celebra-se a 13 de Dezembro. Apesar de ter apenas 4 cordas, de ser versátil e de grande alcance, que pode ser tocado em géneros musicais tão diferentes como jazz, clássico, rock e folk, o violino é considerado por muitos um dos instrumentos mais difíceis de tocar, exigindo força e um ouvido apurado.

«Violinista incomparável desde a mais tenra infância e conceituado maestro na segunda parte da sua longa vida, Yehudi Menuhin iniciou aos sete anos uma carreira musical sem precedentes nos Estados Unidos e que o levou a todas as cenas musicais do mundo.

A sua carreira pautou-se sempre por uma extraordinária visão universalista da música, trabalhando um vasto reportório que vai de Bach, Beethoven e Ravel à música moderna, com incursões na música barroca. Gostava de acompanhar e divulgar todas as diversidades musicais. O seu fascínio e respeito pelas diferentes culturas levaram-no a tocar tanto com os grandes da música indiana como Ravi Shankar, como com os grupos musicais anónimos de ciganos que ajudou a promover.

Considerava-se um cidadão do mundo. E como cidadão humanista que era, durante toda a sua vida se preocupou com as grandes questões do século que nasceu com ele. Fez questão de exercer um papel activo na concretização de acções que visassem os direitos de minorias. Esta constante preocupação na defesa dos mais frágeis valeu-lhe a atribuição do Prémio Nobel da Paz em 1979.

Dar voz a quem não a tem pode traduzir o lema principal da sua passagem pela vida e que em boa hora concretizou em 1994, iniciando o Projecto MUS-E (Musas Europa / Artistas na Escola), de cariz artístico, educativo e social.

Yehudi Menuhin acreditava que, através do exercício das artes desde a mais tenra infância, seria possível formar cidadãos mais solidários.

“C’est en rebellion contre les phenomenes de reduction, qui touchent la dignité, la valeur, I’originalité, la creativité des êtres humains, que j’ai creé une Fondation Internationale qui porte mon nom.” (Menuhin, 1999)»
In

13 de Dezembro, 2023

"A sociedade dos sonhadores involuntários"

 

Livro

 

(…) Mendeleveiev criou a tabela periódica dos elementos químicos depois de um sonho. August Kekulé sonhou com uma cobra que mordia o próprio rabo e quando acordou percebeu que descobrira a estrutura da molécula do benzeno. Também dizem que Beethoven e Wagner ouviam, em sonhos, fragmentos das composições em que estavam a trabalhar. Por vezes, sonhavam peças inteiras. Paul McCartney sonhou com ‘Yesterday’. Acordou com a música na cabeça, sentou-se ao piano e tocou-a de uma ponta à outra. Convenceu-se de que a havia escutado antes e, por isso, não se atrevia a gravá-la. Achava que não era dele. Durante meses andou a assobiar a música aos amigos, para descobrir quem a criara, até que finalmente se convenceu de que a achara em sonhos.(…)

 

Uma fábula política, satírica e divertida, que desafia e questiona a natureza da realidade, do escritor José Eduardo Agualusa nascido neste dia, em 1960.

13 de Dezembro, 2023

“Antes do nome”

 

Imagem Wikipédia

(…)
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave, surda-muda,
Foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infrequentíssimos,
Se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror.

In “Com Licença Poética” de Adélia Prado, uma das mais importantes escritoras brasileiras contemporâneas, nascida neste dia, em 1935.

12 de Dezembro, 2023

“The Sun”

 

Edvard Munch “The Sun” (1909)
Wikiart

“The Sun” de Edvard Munch é talvez a maior conquista da pintura mural moderna. Estruturado simetricamente, ocupava o enorme espaço frontal do salão de reuniões da Universidade de Oslo, dominando pelo tamanho, pela frontalidade absoluta e pelo poder das imagens.

Munch ampliou a imagem do sol neste mural de um papel parcial para um papel abrangente, tendo primeiro proposto uma Montanha do Homem nietzschiana que se elevava em direcção a um céu coberto de sol. Após uma reflexão mais aprofundada, e seguindo conselhos de amigos, abandonou o símbolo problemático para manter a imagem do sol num domínio puro, intenso e masculino.

As farpas e os raios de luz têm afinidades com o expressionismo alemão de um tipo diferente de Die Brücke; a linguagem mais abstracta e universal de Wassily Kandinsky no Der Blaue Reiter de Munique. As visões alpinas de Hodler também são evocadas pela simetria e centralidade. Como Kandinsky, Munch é aqui ao mesmo tempo romântico e vanguardista, e o sol, de facto, é Deus.

Iluminadas pelos raios solares estão a água do oceano, as rochas nuas de uma paisagem nortenha e uma estreita faixa verdejante que separa a terra do mar. Uma linha de horizonte recta e limpa separa as águas do céu. O grande sol é omnipresente. Brilha desde os céus sobre a terra e o mar. Os seus raios alcançam a eternidade. Em si desumano, é a fonte de toda a vida.

Considerado um dos artistas mais prolíficos e influentes da arte moderna, Edvard Munch nasceu neste dia em 1863.

11 de Dezembro, 2023

XXIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira abre concurso internacional pela primeira vez a obras e intervenções artísticas

 

Intervenção artísticaIntervenção artística "Olho da Rua", Oficina Arara 2023 | Direitos Reservados

Encontra-se aberto o Concurso Internacional para a XXIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira, esta edição com a novidade de apresentação de obras e intervenções artísticas. A bienal de arte mais antiga do país regressa em 2024, de 20 de Julho a 30 de Dezembro, sob o tema “És livre?”.

A XXIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira vai convidar artistas e pensadores a refletir em torno do tema da liberdade, problematizando questões associadas aos valores democráticos conquistados na Revolução de Abril de 1974 e nos quais se alicerça o legado histórico e cultural erigido pela Bienal Internacional de Arte de Cerveira, cuja origem remonta a 1978.

O concurso internacional da XXIII BIAC procura, assim, propostas artísticas que possam reflectir sobre o presente e fazer eco das principais questões da contemporaneidade, na afirmação dos valores da liberdade, igualdade, diversidade e representatividade de minorias, promovendo a criação artística contemporânea como factor de empoderamento dos cidadãos e do território.

Destinado a artistas de todo o mundo, o concurso prevê a atribuição de 20 mil euros em Prémios Aquisição Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira. São elegíveis candidaturas, nacionais ou internacionais, de indivíduos ou colectivos de artistas com uma ou duas obras recentes (produzidas nos últimos 24 meses) e que não tenham sido expostas, ou seja, inéditas. Pela primeira vez, o concurso internacional contemplará, ainda, propostas de intervenção artística, como a performance, a realização de oficinas ou outros projectos de carácter participativo e efémero que integrarão a programação paralela.

Cada proponente deverá apresentar, até 11 de Fevereiro de 2024, de acordo com as normas, um portfólio do seu percurso artístico, um currículo completo e uma memória descritiva, que serão analisados por um júri internacional de selecção, composto pela equipa curatorial e de programação da FBAC e quatro convidados.

A XXIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira envolve, para além do concurso internacional: artistas convidados, projectos curatoriais, o projecto “Livre Trânsito”, com residências artísticas em todas as freguesias de Vila Nova de Cerveira, a exposição de homenagem à artista Graça Morais, que assinala 50 anos de carreira, o ciclo de conferências internacionais sobre o tema da Liberdade e o projecto de reforço do museu ao ar livre, com visitas orientadas.

De referir que a iniciativa é promovida no âmbito da candidatura “És Livre? Novos olhares sobre colecções e criações para pensar a Arte e a Liberdade” (2023 – 2026 – Apoio Sustentado – Artes Visuais Criação e Programação), que conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes. A FBAC integra a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea.

Normas Concurso Internacional XXIII Bienal Internacional de Arte de Cerveira aqui (pdf)
Formulário de inscrição aqui

11 de Dezembro, 2023

"...o que proponho é a dúvida"

 

Imagem Wikipédia

"Propõe aos seus espectadores que estejam abertos ao enigma?
O mundo é complexo, incompreensível, talvez não tanto para quem tem uma crença nalguma coisa firme, mas para aqueles onde a dúvida prevalece. E o que proponho é a dúvida. A dúvida é uma maneira de ser."
Manoel de Oliveira, in Expresso (entrevista de 11 de Dezembro 2014)

 

Nascido neste dia, em 1908, Manoel de Oliveira foi realizador com a mais longa carreira da história do cinema. Com mais de cinquenta títulos na sua filmografia, 84 anos se passaram entre a sua estreia na realização, com “Douro, Faina Fluvial”, em 1931, e o seu último filme, “Um Século de Energia”, em 2015. Manoel de Oliveira foi o único cineasta a passar do cinema mudo ao cinema sonoro, do preto e branco à cor e ainda da película de nitrato ao suporte digital.

10 de Dezembro, 2023

Saramago e a Carta de Deveres Humanos

 

No dia em que se assinalam 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinalam-se também os 25 anos da entrega do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, na habitual cerimónia anual em Dezembro. O seu discurso na Academia Sueca, que recordava os 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos assinalados nesse dia, inspirou anos depois a criação da Carta de Deveres Humanos, da qual partilho um excerto:

(…)
um
Todas as pessoas têm o dever de cumprir e exigir o cumprimento dos direitos reconhecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos restantes instrumentos nacionais e internacionais assim como das obrigações necessárias à sua efectiva realização.

dois
Todas as pessoas têm o dever e a obrigação de um exercício solidário e não abusivo dos direitos e de desfrutar responsavelmente dos bens e serviços.

três
Todas as pessoas, e especialmente as organizações sociais, económicas e culturais, têm o dever e a obrigação de não discriminar e de exigir o combate à discriminação por motivo de raça, cor, sexo, idade, género, identidade, orientação sexual, língua, religião, opinião política, ideologia, origem nacional, étnica ou social, deficiência, propriedade, nascimento ou qualquer outro motivo.
(…)

08 de Dezembro, 2023

“Welcome to the Hotel California”

 

Uma combinação de soft rock, baladas e um pouco de hard rock, “Hotel California”, o quinto álbum de estúdio dos Eagles foi lançado a 8 de Dezembro de 1976. O hotel, na icónica foto da capa tirada por David Alexander, é na realidade o Beverley Hills Hotel em Los Angeles. Gravado por Bill Szymczyk, foi o primeiro álbum com o guitarrista Joe Walsh, que substituiu o membro fundador Bernie Leadon, e é o último álbum com a participação do baixista Randy Meisner.

A faixa-título, composta por Don Felder, Don Henley e Glenn Frey, considerada uma das melhores canções de guitarra de todos os tempos, é também o maior sucesso da banda. Muito embora o significado da letra de “Hotel California” esteja envolto em especulações, no documentário History of The Eagles, de 2013, Don Henley diz não haver nenhuma mensagem subliminar e que a música representa apenas a experiência de uma jornada hedonista de uma típica banda de rock nos anos 70. Glenn Frey afirma que a letra representa o universo de excessos da cena do rock na Califórnia.

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